Pleno e Sênior: tendências para atrair esses profissionais para o seu time  

Iglá Generoso, CEO & Founder na Dio, fala sobre tendências mundiais de contratação de profissionais a nível pleno e sênior que fazem sentido para o mercado brasileiro e como empresas podem se aproveitar disso para vencer o desafio de atração e contratação do mercado atual.  

Trazendo sua expertise de mais de 20 anos de experiência com tecnologia e inovação nas duas pontas, o CEO da startup que entende muito sobre profissionais de TI trouxe insights poderosos para empresas que procuram se destacar na contratação de talentos plenos e seniores.  

Profissional pleno e sênior: quais são as tendências de contratação com Iglá Generoso, CEO da DIO
Profissional pleno e sênior: quais são as tendências de contratação com Iglá Generoso.

Iglá já fundou seis startups nos últimos 20 anos e passou por grandes empresas globais como a HP, liderando equipes de operação e desenvolvimento de software com mais de 200 pessoas, em projetos no Brasil, USA e Europa pela HP por 10 anos. Ele também trabalhou com grandes empresas como Itaú, Vivo, Net, ClaroTV, Embratel e Banco Espírito Santo.  

Em sua formação, possui MBA em gestão estratégica de pessoas pela FGV (2008) e é graduado em processamento de dados pela FATEC (2001). Fundou em 2001 a startup Weblogger Brasil, primeira plataforma na internet para criação e hospedagem de blogs no país, alcançando 1.5 milhões de usuários. 

E não para por aí! Iglá também possui formação executiva em inovação e desenvolvimento de produtos pela Harvard Business School e Massachusetts Institute of Technology Business School (MIT).  

É por isso que, quando falamos em contratação de profissionais a nível pleno e sênior, sabemos que trazer o conhecimento desse empresário renomado é primordial, afinal, estamos falando de um nome que recruta talentos de tecnologia desde o final da década de 90.   

Veja como foi esse papo:  

Perguntas e respostas 

Anna Martins (DIO): Qual foi a principal motivação para fundar a DIO? 

Iglá Generoso (DIO): Basicamente, uma grande dor que o mercado tem hoje é que as universidades e os cursos são muito desconectados do mercado de trabalho.  

Geralmente o caminho final de um curso, seja ele online ou presencial, formal ou informal, é um certificado, e isso sempre me incomodou muito porque você estuda para conquistar um emprego, um aumento, uma nova oportunidade e ter uma ascensão de carreira.  

Essa desconexão sempre me frustrou, por isso tentei ser mais efetivo na minha jornada como programador, gerente de projetos e depois como executivo de grandes empresas.  

Minha história também influenciou e me motivou. Com 14 anos eu já estava me tornando programador e foi isso que me permitiu proporcionar uma vida melhor para minha família. Se você conhece a Pirâmide de Maslow sabe do que eu estou falando.  

Essa conexão entre um propósito e minha vontade de revolucionar como as pessoas são conectadas ao mercado de trabalho, resultou na criação de uma plataforma open education (algo que não era pauta há 3 anos atrás).  

Foi muito sobre oferecer oportunidade em tecnologia para todos, de forma gratuita e, ao mesmo tempo, conectá-las com o mercado de trabalho, não somente dar a elas um certificado.  

Anna Martins (DIO): Que máximo! Entrando no assunto de tecnologia, nos diga: Apagão tecnológico – mito ou realidade?  

Iglá Generoso (DIO):  Verdade!  
 
Mas vou dizer uma coisa, isso não acontece somente pela falta de profissionais no mercado (seja júnior, pleno ou sênior), boa parte dessa culpa também recai sobre a falta de estratégia das empresas.  

Falta uma evolução estratégica da área de RH na contratação, no employer branding, no onboarding das pessoas.  

Nos últimos 5 anos surgiram novos mindsets, novos processos, novos pensamentos, novo time to marketing e isso evoluiu de forma ainda mais significativa no último ano, o que faz com que o RH precise evoluir junto e acompanhar essas mudanças.  

Anna Martins (DIO): Iglá, você como alguém que viaja o mundo todo e está sempre em contato com as melhores empresas, o que você tem visto de tendência em contratação de profissionais a nível pleno e sênior lá fora? O que pode chegar com força no Brasil e as empresas precisam estar preparadas?  

Iglá Generoso (DIO): Saber dimensionar o staff é, sem dúvida, uma das principais tendências. O ponto principal aqui é ter uma boa gestão de capacidade.  

A empresa precisa entender quando ela necessita de um profissional freelancer, quando a melhor opção é contratar um terceiro ou um funcionário de fato. Isso ajuda muito a oxigenar a estrutura e é uma avaliação primordial.  

Outra tendência é considerar a carreira desses profissionais a nível pleno e sênior, porque potencialmente uma pessoa passa de duas a três vezes pela mesma empresa. O profissional trabalha 1 ano, sai para outra experiência e volta depois de 2 anos para a mesma companhia, então promover uma experiência única dentro da empresa é importante.  

Essa geração não está preocupada com a carreira do mesmo ponto de vista que a minha estava. Nós nos preocupávamos em construir uma identidade dentro de uma mesma empresa, enquanto eles querem viver uma experiência massa que seja um bom desafio para a carreira e que ofereça uma boa remuneração, depois procuram outro projeto, seja dentro dessa empresa ou de outra.  

Essas são problemáticas que o RH tech precisa entender para criar novas soluções efetivas.  

Conclusão 

Quando falamos de contratação de profissionais a nível pleno e sênior, precisamos nos atentar nas tendências mundiais que tem funcionado e pensar no contexto atual do mercado.  

Isso quer dizer que o apagão tech existe, não somente do ponto de vista da falta de profissionais no mercado, mas também da falta de visão estratégica dos RHs, que precisam olhar para dentro e refletir:  

  • A minha estrutura permite que, numa ausência de profissionais, eu seja mais eficiente na contratação? 
  • Eu consigo alcançar um volume de canais que faça sentido? Seja Linkedin, Bootcamps, plataformas de contratação, etc.  
  • Eu sou competitivo no salário e nos benefícios?  
  • Eu consigo comunicar a minha cultura com as comunidades?  
  • Meu time está bem treinado, conhece as tecnologias e sabe onde encontrar talentos? 

Outro ponto que nós trazemos é: olhe para a globalização.  
 
A economia do talento global é real e acelerou as contratações internacionais, logo, a competitividade por profissionais prontos que trazem resultados rápidos, como plenos e seniores, também aumentou e a nossa dica é: não abaixe a guarda.  
 
Esteja preparado para o fluxo contínuo de contratação mesmo quando não há a intenção de preencher vagas, mantendo uma marca empregadora forte e permanecendo na vida dos profissionais como referência de qualidade.  

Essa é uma reprodução do HireInTech Talk que foi ao ar no dia 31/08 e está disponível na íntegra aqui. Confira!    

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O HireinTech Talk é uma iniciativa da DIO para reconhecer as empresas que estão fazendo parte da transformação do mundo por meio da democratização da educação e empregabilidade em tecnologia. Aqui, falamos sobre temas do universo de tech recruitment como impacto social, employer branding, contratação de profissionais de tecnologia, diversidade e experiências positivas que podem ajudar você e a sua empresa a crescer exponencialmente.